domingo, 9 de setembro de 2018

Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor 2018

Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor

Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor

Santa missa - Homilia do Papa Francisco

Praça São Pedro
Domingo de Páscoa, 1º de abril de 2018

Depois da escuta da Palavra de Deus, deste trecho do Evangelho, quero dizer três coisas.

Primeiro: o anúncio. Está ali um anúncio, o Senhor ressuscitou! Aquele anúncio que, desde os primeiros tempos dos cristãos, corria de boca em boca; era a saudação: o Senhor ressuscitou! E as mulheres, que foram ungir o Corpo do Senhor, depararam-se com uma surpresa. A surpresa... Os anúncios de Deus são sempre surpresas, porque o nosso Deus é o Deus das surpresas. Foi assim desde o início da história da salvação, desde o nosso pai Abraão, Deus surpreende-te: «Mas vai, vai, deixa, parte da tua terra e vai». E há sempre uma surpresa atrás da outra. Deus não sabe fazer um anúncio sem te surpreender. E a surpresa é aquilo que comove o teu coração, que te toca precisamente ali, onde não esperas. Usando a linguagem dos jovens, a surpresa é um golpe baixo; não a esperas. E Ele vem e comove-te. Primeiro: o anúncio que se torna surpresa.

Segundo: a pressa. As mulheres correm, vão à pressa e dizem: «Mas encontramos isto!». As surpresas de Deus põem-nos a caminho, imediatamente, sem esperar. E assim correm para ver. E Pedro e João correm. Os pastores, naquela noite de Natal, correm: «Vamos a Belém, para ver aquilo que nos disseram os anjos». E a Samaritana corre para dizer à sua gente: «Esta é uma novidade: encontrei um homem que me disse tudo o que eu fiz». E as pessoas sabiam o que ela tinha feito. E aquelas pessoas correm, deixam o que estão a fazer, até a dona de casa deixa as batatas na panela — encontrá-las-á queimadas — mas o importante é ir, correr, para ver aquela surpresa, aquele anúncio. Também hoje acontece. Nos nossos bairros, nos povoados, quando acontece algo extraordinário, as pessoas correm para ver. Ir depressa. André não perdeu tempo e, à pressa, foi ter com Pedro para lhe dizer: «Encontramos o Messias». As surpresas, as boas notícias, dão-se sempre assim: depressa. No Evangelho há alguém que hesita; não quer arriscar. Mas o Senhor é bom, espera por ele com amor, é Tomé. «Acreditarei quando vir as chagas», diz. O Senhor tem paciência também com quantos não vão com muita pressa.

O anúncio-surpresa, a resposta apressada e a terceira coisa que gostaria de vos dizer hoje é uma pergunta: e eu? Tenho o coração aberto às surpresas de Deus, sou capaz de ir apressadamente ou estou sempre com aquela choradeira: «Mas, verei amanhã, amanhã, amanhã?». O que me diz a surpresa? João e Pedro foram à pressa ao sepulcro. De João, o Evangelho diz-nos: “Acreditou”. Também de Pedro: “Acreditou”, mas à sua maneira, com uma fé misturada a remorso por ter renegado o Senhor. O anúncio que se faz surpresa, a corrida/ir à pressa, e a pergunta: e eu, hoje, nesta Páscoa de 2018, o que faço? E tu, o que fazes?

Fonte: Vaticano

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